HAMBURGUERIA CHAPA QUENTE
DATA 2025 LUGAR Porto TIPO SERVIÇOS PROMOTOR Chapa Quente
EQUIPA Filipa Figueira e Tiago Vieira FOTOGRAFIA Alexandre Pereira
Localizado no centro do Porto, o Chapa Quente Coliseu resulta da reabilitação de um espaço comercial distribuído por dois pisos, marcado por uma geometria irregular e diferentes condições de iluminação natural.
A intervenção procurou otimizar a organização funcional do restaurante, melhorando a relação entre as áreas de refeições, a cozinha e os espaços de apoio, enquanto desenvolve uma identidade arquitetónica a partir do conceito da marca.
A chapa metálica microperfurada assume um papel central no projeto, estabelecendo uma ligação entre o nome Chapa Quente e a chapa utilizada na confeção dos alimentos. Aplicada em diferentes elementos, permite a passagem da luz e cria divisões permeáveis, sem comprometer a continuidade visual dos espaços. A paleta cromática, inspirada nas cores da marca, combina-se com a madeira, a pedra existente e os elementos metálicos.
Os dois pisos apresentam ambientes distintos, adaptados às suas condições. No piso de entrada, a pedra existente e o teto escuro contrastam com a luz natural da fachada envidraçada. No piso inferior, os tons claros, os espelhos e o mobiliário integrado contribuem para ampliar a perceção espacial e rentabilizar a área disponível.
A valorização dos elementos preexistentes orientou também as decisões de projeto. O pavimento original em marmorite foi mantido e reabilitado, assim como as paredes de pedra, privilegiando a continuidade material e o aproveitamento dos recursos existentes.
O resultado é um espaço onde funcionalidade, identidade e materialidade se articulam, criando dois ambientes complementares através de uma linguagem arquitetónica comum.
Durante as primeiras demolições ficou claro que existiriam constrangimentos com as infra estruturas existentes, impossibilitando a alteração da cozinha e da instalação sanitária. Com um pequeno orçamento a estratégia foi demolir paredes divisórias desnecessárias, substituir caixilharias e reforçar o isolamento térmico e acústico das paredes exteriores.
A nova planta mantém a localização dos quartos originais e da instalação sanitária. O hall de entrada, cozinha, sala e marquise são convertidos num espaço único aumentando a iluminação natural do espaço.
Desde a primeira visita ao local ficou claro que o pavimento em madeira existente seria um importante elemento visual, foi recuperado enquanto as paredes e os tectos foram pintados de branco. Os elementos de carpintaria assumem uma imagem nova, construídos em mdf colorido e aplicados como peças independentes do espaço existente.